|
Marty, como é ser o capitão de um time estreante como
os Pittsburghers?
Não poderia ser melhor, tenho muito orgulho disso. O São
Paulo Pittsburghers é um time que já nasce grande, com uma
política de dar valor aos jogadores mais jovens.
E você vai exercer um papel nessa revelação de
novos craques?
Sim, a diretoria já me incumbiu disso (risos). Foi até por
esse motivo que me deram a tarja de capitão. Creio que eu posso
passar um pouco da minha experiência para os jogadores que estão
começando agora, para eles agüentarem a pressão que
é jogar na BHL.
Que tipo de pressão?
Nessa liga, por mais que você jogue 44 vezes, perder um só
jogo já pode arruinar suas esperanças de classificação
para os playoffs. Se o seu time sai perdendo por 1-0, acaba não
sendo tão diferente de sair perdendo por 4, 5, 6 gols. É
difícil do mesmo jeito, por causa do alto nível das equipes.
É importante trabalhar a cabeça do pessoal para não
se deixar levar pelo desespero quando um jogo começara ficar difícil.
Mas os dois jogos de estréia dos Pittsburghers (derrotas para
o Porto Alegre Steelers) provaram justamente o contrário do que
você acabou de dizer: vocês saíram ganhando ambas as
partidas, inclusive uma por 2-0.
Sim, foi uma situação complicada. O time está jogando
junto praticamente pela primeira vez e ainda estamos nos acertando. No
primeiro jogo, falhamos no terceiro período, justamente quando
exercemos a maior pressão no gol adversário. Numa bobeira,
demos a vantagem numérica para eles no final do jogo e eles se
aproveitaram disso. São erros que não podemos cometer.
Qual é a expectativa para essa temporada?
Sabemos que não temos o time mais forte. Eu apontaria como favoritos
ao título o Indaiatuba, o Natal e o Salvador. Nosso objetivo é
nos classificar para os playoffs. Depois disso, iremos com tudo, já
que ninguém é de ninguém no mata-mata. Quem sabe
não acabamos aprontando uma surpresa para cima dos favoritos?
Sabe-se que o time carece de pontas-esquerda e de um goleiro titular.
Como você analisa essa situação?
Realmente, não temos nenhum jogador consagrado para essas posições,
mas os que estão aí têm dado tudo de si nos treinamentos,
provando que merecem um lugar no time. O [goleiro Kyle] Matthews, por
exemplo, parou quase tudo que viu pela frente na pré-temporada
contra o Salvador, que é um time de elite. Nos dois últimos
jogos, ele não contou com o auxílio do resto do time, infelizmente.
No último jogo, então, tivemos que contar com ele no final
do jogo, agüentando a pressão para nos manter com chances.
Então o time é mais brigador do que técnico...
Não vou dizer que nós não temos qualidade técnica,
porque temos, mas o time precisa apostar na garra para vencer alguns jogos.
Acho que com garra podemos ir longe.
|